Tudo na nossa vida tem um começo e um fim.
A nossa própria vida é assim.
Talvez esse seja o texto mais pessoal, maior e mais sincero que eu escreva na minha vida...
Dia 19 de Dezembro de 2003 eu vim embora para os Estados Unidos com a minha mãe, meu pai e meus irmãos já estavam aqui.
Não foi fácil adaptar-me a tantas, quantas mudanças, saindo de uma capital como São Paulo, para morar numa pequena cidade como Bethel. Eu não sabia falar inglês, eu não tinha nenhum amigo, eu detestava a escola e chorava todos os dias, por semanas, por meses e vou arriscar dizer primeiros anos.
Nada pra mim estava bom, me revoltei com a minha mãe pois após o término do meu colegial eu não poderia fazer uma faculdade e essa era a vida que ela tinha escolhido pra mim.Ninguém joga a vida com cartas marcadas, ela também não imaginou que isso aconteceria e não sabia qual era a verdade sobre morar aqui, a única coisa que ela conhecia era o sonho, o mesmo que muitos ainda se iludem sobre morar fora do país.
Quando eu vim, eu ainda tinha 15 anos, hoje eu tenho 24. E com 24 anos eu sou madura o suficiente pra perdoar, pra entender tudo isso.
Comecei a trabalhar aqui com 16 anos, comprei o meu primeiro carro, sozinha, com 18, que foi a mesma idade que eu por me sentir muito adulta ainda sendo uma criança, quis sair de casa.
Nesse meio tempo, meus pais se separam, meus irmãos também e houve vezes que eu achava que aqui tudo na minha vida seria isso, separação, nada dava certo.
Meu primeiro trabalho foi atendendo telefones em uma pizzaria, conheci pessoas incríveis lá e esse foi o meu primeiro passo para aprender a ser gente, a ter união com as pessoas, fechar com quem fechava comigo, pois sempre um ajudava ao outro ali, sinto falta de todos os brasileiros que trabalharam comigo lá. Todos.
Mas quando eu fui morar sozinha, minhas contas subiram brutalmente e eu virei gerente da pizzaria, mas queria muito comprar um carro, passei a trabalhar como babá também, para a família R., uma menina de 2 anos e um recém nascido.
A minha patroa era muito divertida, logo nos tornamos amigas e trabalhei lá por alguns anos, peguei muita experiência com criança, foi ali que me apaixonei por cuidar das pessoas, das crianças. Mas como as contas não paravam eu precisava ganhar mais e estava muito cansada de trabalhar em 2 trabalhos, pegava na pizzaria até 1 hora da manhã, meu corpo não estava mais aguentando.
Sai, arrumei um trabalho pra ganhar rios e rios de dinheiro, 4 dias por semana, como babá, na família C., 3 filhos, um menino de 5 anos, um menino de 4 anos e uma menina de 2 anos...
Fiquei 2 meses.Por sua vez, eu descobri que não importa o quanto te paguem, você não pode deixar de ser quem se é, não pode perder a saúde, a alegria e ninguém paga o suficiente pra te humilhar.
Arrumei outros 2 trabalhos, ainda como babá, pois isso era o que eu amava fazer e eu ainda não tinha filhos.
Essas foram as duas últimas famílias que eu trabalhei para, família M., uma recém nascida, e família D., dois pré-adolescentes. Entra em um de manhã, cuidava da bebêzinha, e quando os mais velhos chegavam da escola, saia e ia para o outro até de noite.
Duas famílias maravilhosas, pessoas maravilhosas, humanas, educadas, que me tratam até hoje como membro da família deles. Isso não tem preço.
Nesse meio tempo eu conheci o Thiago, uma coisa rápida, certa. Eu não sabia se eu tinha encontrado o amor da minha vida, mas eu tinha certeza que eu tinha encontrado a minha alma gêmea.
Eu não estava errada... Ele é.
8 meses depois eu me casei.
Dois anos se passaram, e a nova esposa do meu patrão que já tinha os pré-adolescentes de um antigo casamento, engravidou. Eles mudariam para longe, uma hora de onde eu morava e me fizeram uma proposta de trabalhar com eles apenas, mesmo longe.
Foi difícil pra pedir demissão do meu trabalho de manhã, era um trabalho perfeito, em uma família perfeitas, a mãe é perfeita, o pai é perfeito, a cachorra é perfeita, tudo. Aquela coisa de filme mesmo. Mas a idéia de cuidar de um bebêzinho que ainda nem nascido tinha, tomava conta de mim... Então eu fui.
Isabella nasceu e a primeira memória que eu tenho dela, é a Anna (mãe dela) sentada no quarto na cadeira de balanço a segurando com aquele pijaminha de sapinho branco, e olhando pra mim e dizendo: Quem se importa se doeu, olha pra ela!
Ali, naquele momento eu morri de amores por ela. E pela Anna.
A Isabella era a filha de outra barriga que eu sempre quis ter, eu trabalhava 60 horas por semana, de 7 da manhã, até as 7 da noite. E não me cansava, era demais aquilo tudo.
Um ano depois, eu estava grávida.
Fiz 4 testes de farmácia, no primeiro xixi da madrugada, 4 e pouca da manhã, e sai correndo acordar a minha sogra, que mora no Brasil e estava de visita e só tem o Thiago de filho, avisando que ela seria vovó.
A minha sogra foi a primeira pessoa que soube, antes mesmo de eu pular na cama minutos depois e dessa vez acordar o meu marido.
A Laura nasceu em Novembro de 2009, linda, parecia uma boneca.
Sempre digo gente pensa que sabe o que é amor, que a gente já amou muito, que sabe o que é isso... Não, a não sabe. A gente só conhece e vê que a gente ainda não amou NADA, quando nasce nosso primeiro filho.
A minha patroa estava grávida de outro filho, dessa vez, um menino.
O Gavin nasceu 6 meses e alguns dias, após eu ter a Laura, a gravidez toda foi bastante complicada e sabíamos que ele tinha alguns problemas de saúde antes mesmo de nascer, mas não tínhamos nem ideia, do que era, de como lidar com isso.
Agulhas, seringas, nomes complicadíssimos de doenças, tristeza e uma mistura de felicidade e dor junta, em saber que ele tinha sobrevivido e o que esperava por ele durante a vida.
Com 3 meses, ele precisou fazer uma cirurgia de coração, e a Anna não entregaria ele nas mãos de nenhum médico, antes de entregar nas de Deus.
Foi um batismo muito emocionante e a madrinha do Gavin, sou eu.
A maneira que ela me pediu isso ficará pra sempre na minha memória e eu acho que esse foi o gesto mais lindo que uma pessoa teve comigo até hoje.
Fisioterapeuta, fono, aprender linguagem de sinais, ganho, perca de peso, descontrole emocional, milhões de remédios, stress, tudo aquilo era tão novo pra mim, pra nós, que era difícil pensar em qualquer outra coisa, concentrar em qualquer outra coisa.
Toda vez que o Gavin fica mal, a Anna vira uma vara de magra, eu acabo parando no médico.
Nesse final de semana eles estão indo a trabalho passar um tempo no Canadá e hoje foi meu último dia de trabalho naquela casa.
Foram 5 anos lá vendo 4 crianças que eu tenho como se fossem minhas, crescerem, amadurecerem e conquistarem o impossível.
Tá doendo muito, acostumei com tudo naquela casa, com o detergente, o cheiro das roupas, o ronco das crianças, os horários, o tio cantando ópera, cortando a grama do lado de fora, bem na hora que eu colocava eles para dormir, tudo.
Ver aqueles sorrisos de manhã, vai ser a hora mais difícil do meu dia. Graças a Deus eu tenho a Laura, que terá de sorrir dobrado.
Enfim, hoje uma nova etapa começou na minha vida e não seria justo, eu não dividir isso com as pessoas que eu amo, pois essa sou eu, transparente.
Por um lado eu estou muito triste, por outro, eu estou muito feliz.
Os Estados Unidos me ensinou muita coisa, a ser mais compreensiva com a minha família, não depender de ninguém, gastar mais tempo sorrindo, apagar as mágoas, recomeçar.
Vi meus irmãos se tornarem homens, maridos e pais, me dando duas cunhadas lindas e 4 sobrinhos sensacionais, vi minha mãe aprender a ser mãe aprendendo primeiro a ser sogra, vi meu pai sofrer, cair, se arrepender mesmo sem falar isso em voz alta, levantar e ser o que ele nunca foi quando a gente era pequeno, exemplo.
Conheci pessoas colocadas por Deus no meu caminho, Bianca, que nunca me negou um colo, um choro, sempre esteve comigo, me ligando, perguntando como eu estou, se o problema passou, em quem ela pode dar voadora pra descontar...
A família da Bianca, a Lucy sempre com um sorriso no rosto alegrando o mundo por onde quer que ela passe, a Patricia, entre tantas outras pessoas.
Aprendi a perdoar e a pedir perdão.
Tive verdadeiros anjos na minha vida, minha família, minha sogra, sempre disposta a qualquer coisa, que ser humano incrível.
Meu marido, me ensinando o que é o dia a dia, a escalação do 15 de Piracicaba e o principal, a coisa mais importante de um casamento, é a amizade. O fogo, a paixão, o tesão, filhos, dinheiro, não segura o casamento de ninguém. A amizade sim.
A Anna, por ter-me guiado, ter sido a irmã que eu nunca tive e por acreditar tanto em mim sempre. - Por ironia do destino, Deus tirou uma e colocou outra Ana, desta vez minha tia, no seu lugar.
Mas o mais importante, o que mais me marcou aqui de tudo o que eu vivi, foi a força.
A coragem de ir atrás do que se quer, de lutar, de ter com quem contar, ser feliz.
E eu cansei.
Eu não pertenço a esse lugar, eu não pertenço a esse país.
Todo mundo devia ter uma experiência dolorosa, nem que não tão longa como a minha, para poder dar valor as pequenas coisas da vida da gente.
Os nossos amigos, assistir a uma partida de futebol, andar ao ar livre, um abraço que vem sem ser seu aniversário, o carinho, o clima, estar ao lado das pessoas que a gente ama, sorrir, não só trabalhar... Viver.
Isso tudo anda fazendo muita falta, são quase 10 anos.
Isso tudo dói.
Viemos embora, ninguém ficou rico, matamos um leão por dia, trabalhamos horas longas, sem fim, acordamos de madrugada pra ir trabalhar. Isso pode ser o "Sonho Americano" de vocês, mas não é o meu.
Não quero ser mais rica, não quero mais coisas materiais, ocas, não entro mais em loja de marca pra gastar milhões lá dentro.
Eu aprendi com a dor, o que o amor jamais teria-me ensinado.
Hoje eu quero ir pro jogo do Corinthians, tomar uma cervejinha em qualquer buteco, ir na casa da minha sogra ou da minha avó, pra um almoço de Domingo, sair pra dançar com o meu marido, viajar com a nossa filha.
Coisas simples, que a maioria das pessoas tem na mão, mas nenhuma delas sabem dar valor.
Estou indo embora, para morar em São Paulo e encher o saco no Rio.
Se der errado, não tem problema, a gente tem as portas abertas pra voltar.
Mas que Deus nos abençoe, e que dê certo, pois aqui não é o nosso lugar.
"Não vou dizer que foi ruim...
Também não foi tão bom assim.
Não imagine que te quero mal...
Apenas não te quero mais."
Nos vemos em Dezembro!
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TEXTO - Tayná Nesci
Me falta a disposição.
Já não ligo mais para os que de mim falam, para os que de mim não gostam.
Não consigo mais perder meu tempo preocupada, quebrando a minha cabeça me perguntando motivos, buscando entender as pessoas.
Me falta a vontade.
Não quero mais viver loucuras, nada que complique a vida e nem me traga confusão, hoje eu quero o natural, o necessário.
Sem sonhos difíceis, sem dar um passo maior que a perna.
Me falta sentimento.
Preciso das pessoas que precisam de mim. Ponto final.
Me falta paciência.
Tenho preguiça de problema pequeno, dos que nada aprendem e permanecem imaturos.
Sou de maior, vacinada e dona do meu nariz, não devo satisfação da minha vida, de quem sou amiga, nem de nada do que acredito e gosto. - Conforme-se.
Mas acima de tudo e de todas essas coisas...
Me falta a "falta", que nada disso mas hoje faz.
Tenho todo o tempo do mundo para a minha família, meus amigos e pessoas que eu amo.
Sempre tão cheia de preocupações comigo, e com eles, não sobra mais tempo para o resto.
Tenho vontade de matar a saudade, de abraçar aqueles que não vejo, que permaneceram. Os que foram se foram, eu deixei mesmo ir.
Não quero amigos falsos, amores infiéis, paixões loucas e nem nada que queime e ao morrer transforme tudo em cinzas.
Quero coisas sólidas. Simples, doces, eternas.
Mesmo aqueles que um dia me fizeram mal, não saberei ser vingativa e nem querer o pior.
No final das contas, a gente passa para as pessoas aquilo que somos.
Não tenho como odiar, eu sou cheia demais de amor.
Explico aqui a minha falta de contato e de saco, com tantos filhos de 30 anos que eu não tenho, perdidos pelo mundo reclamando da namoradinha, da mãezinha, do raio que o parta...
Vamos trocar experiências, nos ajudar a evoluir e ser um ser humano melhor, mais bonito e repleto de coisas positivas.
Não tenho como ajudar e nem ser ajudada por gente assim, estamos em outro ritmo.
Crescer faz bem, faz parte!
Bom seria se todos nós tentássemos, pelo menos de vez em quando.
No mais, me perdoem a falta de tempo!
Tenho gasto sendo feliz e ser feliz consome mesmo a gente...
Não sobra disposição, vontade, sentimento e paciência com o que ou quem não faz falta.
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TEXTO - Tayná Nesci
Nunca deixem de usar o filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
Usem o filtro solar!
Os beneficios a longo prazo ao uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência, já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável, além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado!
Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escaravam a sua frente e como você realmente tava com tudo encima.
Você não tá gordo, ou gorda...
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra!
As encrencas de verdade da sua vida, tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada e te peguam no ponto fraco às 4 da tarde de um terça-feira muito horrenda.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
CANTE!!!
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo...
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas...
Se conseguir isso, me ensine!
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
ESTIQUE-SE!!!
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida...
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem!
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos, você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você!
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, é assim pra todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo!
Não tenha medo do seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele, é o maior instrumento que você jamais vai construir.
DANCE!!!
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio!
Dedique-se a conhecer os seus pais, é impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos.
Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade pra diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida. Porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
VIAJE!!!
Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preçoes vão subir, os politicos vão saracutiar, você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer...
Você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razuáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aponsentadoria privada, talvez case com um bom partido...
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar...
ACREDITE!!!
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TEXTO - Pedro Bial
Talvez mais importante do que não desistir, é saber a hora de parar.
Não dá para ganhar sempre.
Não importa as vezes o tamanho da sua dedicação, do seu amor...
Algumas coisas na vida não darão certo.
Uma amizade, um amor, um trabalho, uma mudança radical de vida, uma dieta...
Isso não quer dizer que nada mais dará.
Canso de ouvir pessoas dizendo que amigos de verdade não existem, bondade falta pouco no mundo e não existe amor de verdade...
Existe.
Cabe a nós encontrar exatamente aquilo o que somos e o que procuramos nas pessoas.
Pode perceber, pessoas boas, amigos bons, bondade estão sempre cercados dessas mesmas coisas, já o contrário, está do contrário.
Pense o que atrai coisas boas para a sua vida e por sua vez, o que não.
No nosso coração a gente sabe o que é verdadeiro e o que não é, embora muitas vezes a gente pinte as pessoas e as situações de verde e queira acreditar que aquilo é puro.
Não faço a menor questão de ter na minha vida, pessoas que não fazem questão de me ter na delas.
Simples assim.
Não sou a melhor pessoa do mundo, assim como você, eu morrerei aprendendo...
Mas ao olhar ao meu redor, você vai notar, apenas as pessoas que me amam genuinamente ficarão.
Não desista das pessoas, dos amigos, de um amor, do seu casamento, dos seus filhos, da sua família, de mudar o seu trabalho, a sua vida, seja lá o que for, mas se afaste do que não lhe faz bem.
Por mais que doa, afaste-se e deixe as pessoas aprenderem também, as situações ensinarem alguma coisa, pois acredite, caro leitor, não existe nada tão impossível que não seja a morte, de mudar. Não há mal que dure cem anos.
Crie laços, esqueça os nós.
Laço envolve e enfeita a vida.
Nó, aperta.
Saiba a hora de parar.
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TEXTO - Tayná Nesci
A chamam de ‘crise do quarto de vida’...
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado, etc.
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas', as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos, ficar bêbado e agir como um idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.
Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?!
Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO…
QUE ELE NÃO PASSE!
___________
TEXTO - Desconhecido